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Total de visualizações do blog: 35.408

Média de visualizações diárias: 117

Dia com maior número de visualizações: 25 de maio de 2013 (414)

E-mails respondidos: 97

Páginas mais vistas: Página principal (15.349) e Custo de vida (3.728 visualizações)

Top 10 países que mais visualizaram o blog:

  1. Brasil (32.663)
  2. Austrália (1.061)
  3. Estados Unidos (220)
  4. Portugal (102)
  5. Reino Unido (92)
  6. Itália (52)
  7. Canadá (30)
  8. França (26)
  9. Rússia (24)
  10. Espanha (23)
Mapa de visualizações

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Top 5 links para o blog:

  1. Facebook (3.731)
  2. Pagina oficial da Latino Austrália (3.441)
  3. Mecanismos de busca (2.350)
  4. Blog Coalas e Cangurus (354)
  5. Twitter (149)

Top 27 frases bizarras que pesquisaram no Google e entraram no meu blog:

  1. “primavera campos floridos” (certamente não era o meu blog que estavam procurando)
  2. “dafuq imagens” (dafuq?)
  3. “post de facebook havaianas que todo mundo usa” (nem tô no facebook!)
  4. “calça jeans erskine” (calça jeans e cangurus, tudo a ver)
  5. “opçõescompartilharcurtirfotos de bruce portelaem fotos da linha do tempo” (quequetáacontecendocomasuabarradeespaço?)
  6. “desabamento ilha do corvo” (nunca nem fui nesse lugar)
  7. “sensor de espantar pombos” (cuma?)
  8. “jogos para absorver a materia em sala de aula para jovens” (não costumo escrever sobre pedagogia)
  9. “tiago portella estudante do outro lado do mundo blog australia” (acho que erraram o meu nome)
  10. “no final da ocean drive tirei foto onde marca a data do dia” (isso é um texto ou uma pergunta?)
  11. “jardim com brinquedos espalhados” (como que isso veio parar no meu blog???)
  12. “imagens a mistura de um macaco com um esquilo” (acho que é um possum)
  13. “mudaram meu plano de pre pago para pos pago” (que pena)
  14. “escultura em isopor pombinhas ou passaros passo a passo” (quee?)
  15. “porque e tao quemte na australua” (não conheço australua)
  16. “caracteristicas da fumaÇa do issopor que fumaÇa isopor” (alguém sabe algo de fumaÇa do issopor?)
  17. “porque quando cozinhamos ficamos com o cheiro da comida” (é uma boa pergunta)
  18. “porque os aborigenes australianos não tinha jogos de tabuleiro” (e eu que vou saber?)
  19. “como ver a serie sueca real humans” (e eu escrevi sobre a Suécia por acaso?)
  20. “um texto sobre uma praia deserta com sons assustadores durante a noite” (ok, os possums na Tasmânia foram assustadores)
  21. “o que é barato e todo mundo usa” (Havaianas?)
  22. “conseguimos enxergaro fim para o horizonte a olho nu” (vou tentar e já respondo)
  23. “afinal de contas como eu sei onde termina a floresta tropical na australia e começa a subtropical” (já ouviu falar de palavras-chave?)
  24. “como fazer uma peça de tetro de como não de se comportar o proferssor em sala de aula” (contrata algum dramaturgo)
  25. “ver video de encoxada no trem e no onibus no mundo” (fap)
  26. “rostos de demonios no azulejo” (wtf)
  27. “onde é mais fácil conseguir bolsa no csf?” (esse é malandro)

There and back again – Fim dos estudos, Nova Zelândia e retorno ao Brasil

Hoje resolvi tomar coragem e escrever esse post. Em parte, porque ainda estava processando tudo que aconteceu nas últimas semanas, mas também por preguiça porque sabia que seria um post muito grande. Escreverei tudo em ordem cronológica.

Eu sobrevivi! Consegui fazer todos os trabalhos sem atrasar nenhum, fiz todas as provas e passei em todas as matérias. Meu maior orgulho foi ganhar a nota de Distinction (entre 7 e 8) nas matérias de Artificial Intelligence e Computer Vision, mesmo com as provas sendo muito mais difíceis do que eu esperava.

Os últimos dias em Canberra foram complicados. Pouco a pouco, tornava-se maior a sensação de que o sonho estava prestes a acabar. Os dias passaram a ser de despedidas dos amigos que continuariam na Austrália, daqueles que voltariam para o Brasil e também de despedida da universidade e a coordenação do intercâmbio (os quais fizeram até uma festa de despedida para os estudantes do Ciência sem Fronteiras), que me acolheu tão bem por um ano inteiro. Quanto a isso, só tenho uma coisa a dizer: muito obrigado a todos que transformaram o meu intercâmbio nessa experiência fantástica, seja brasileiro, australiano, indiano ou o que for. Jamais esquecerei tudo que se passou nesse ano na Austrália.

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Adeus, Bruce!

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Despedida do meu quarto

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Certificado do intercâmbio

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Por incrível que pareça, consegui fazer toda minha bagagem caber em apenas duas malas e uma mochila (tudo bem que tive que jogar MUITA coisa fora, mas deu certo no final inclusive colocando o ukulele dentro de uma das malas!). Partimos, eu e mais 7 brasileiros, para conhecer a Nova Zelândia.

Não há palavras para descrever NZ, mas tentarei dizer o que senti no curto período que passei por lá: é um país incrivelmente belo, com um povo acolhedor e uma infinidade de lugares para visitar. Sinceramente, foi impossível visitar 1/5 que seja do país nos 12 dias que passamos lá, mas já deu para fazer um pouco de turismo bacana. O país é bem pequeno e é composto por duas ilhas (Norte e Sul). Além disso, possui uma concentração absurda de ovelhas que, segundo fontes não-confiáveis, chega à proporção de 20 ovelhas para 1 humano.

Nossos 1.500 km de estrada pela Nova Zelândia

Nossos 1.500 km de estrada pela Nova Zelândia

Iniciamos a jornada por Auckland, a maior cidade da Nova Zelândia com cerca de  1,4 milhões de habitantes. Assim como na Austrália, apesar de ser a maior e mais conhecida cidade, não é a capital do país, que é Wellington (com aproximadamente 400 mil habitantes). A cidade se caracteriza por arranha-céus no centro e inúmeros parques nos outros bairros, dessa forma, tendo um clima de interior mesmo sendo a maior cidade da Nova Zelândia. Dentre as suas atrações, estão a Sky Tower, maior torre do hemisfério sul com 328 metros de altura, e os mais de 40 vulcões adormecidos que formam a geografia da cidade.

Vista do topo da SkyTower, com alguns vulcões ao horizonte

Vista do topo da SkyTower, com alguns vulcões ao horizonte

O primeiro dia na estrada era o que eu mais esperava e, ouso dizer, a razão pela qual quis viajar para a Nova Zelândia: fomos para HobbitonPara quem não sabe, Hobbiton (ou Condado) é a região na literatura do J. R. R. Tolkien onde os Hobbits habitam. Resumindo: tem a ver com O Senhor dos Anéis e O Hobbit. Acontece que ambos os filmes foram filmados sabe onde? Exatamente, na Nova Zelândia. Não só isso, mas Hobbiton especificamente tornou-se um cenário definitivo, aberto para turismo. Por ser um fã da série (não tão fã quanto Harry Potter, mas quase), precisava dar uma passada nesse lugar e, após ver o local, não me arrependo nem um pouco em ter pago o (caro) ingresso. Aqui vão algumas fotos :)

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Visitando meu amigo Bilbo

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O Green Dragon

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Tomando uma no Green Dragon

De lá, fomos para Wai-O-Tapu (só lembrei do nome por causa da foto, hehe), um local que possui atividade vulcânica. Não é lava, mas sim lama borbulhando, fumaça com cheiro de enxofre, água extremamente quente etc etc. Apesar de não ter o cheiro mais agradável do planeta, é um lugar surpreendente para nos lembrar de como as forças que atuam abaixo da terra são poderosas.

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A partir daí, os nossos planos tiveram que ser alterados. Por conta de uma tempestade de neve extremamente forte e risco de avalanche, as estradas nas quais passaríamos foram fechadas, impedindo-nos de chegar à cidade na qual passaríamos a noite. Perdemos uma noite e, quando fomos para Wellington, tivemos que ir diretamente pegar o ferry boat para atravessar para a ilha Sul. Pelo menos, é uma viagem de 4 horas com paisagens incríveis.

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Aqui vão algumas fotos nas estradas da ilha Sul, que também sofreram com tempestades de neve recentes. Como já havia dito, as paisagens nesse país são incríveis e renderam diversas fotos maravilhosas.

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Focas!

Galera gente boa

Galera gente boa

Eis que, finalmente, chegamos em Queenstown, conhecida como a pérola da Nova Zelândia. É uma cidade pequena mas que atrai uma grande quantidade de turistas e vida noturna ativa principalmente no inverno, algo como as cidades de praia no Brasil durante o verão. São diversas as opções de turismo (passear de barco pelos fiordes e pelos lagos, visitar montanhas e paisagens etc) ou esportes radicais para praticar (esqui, snowboarding, salto em queda livre, parapente, bungee jumping etc). Durante esse período, fiz snowboarding duas vezes (recomendo a todos!) e fizemos trilhas de quadriciclo para ver os fiordes (com direito a passar por mais paisagens de O Senhor dos Anéis). A cidade é excelente e pretendo, com certeza, visitá-la novamente no futuro.

Queenstown (foto do retirada do Google)

Queenstown (foto do retirada do Google)

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No dia 6 de julho, começou minha (enorme) jornada de volta para o Brasil. Resumo: Sydney – Buenos Aires (14h), 4 horas no aeroporto, Buenos Aires – São Paulo (4h), troca de aeroporto, 3 horas no aeroporto, São Paulo – Brasília (1h30). Apesar de ser tão longa quanto a viagem de ida, consegui dormir em todos os vôos, então foi relativamente rápido.

O que importa é que, quando cheguei, minha família e meus amigos estavam me esperando no aeroporto. É uma emoção que não dá para explicar, principalmente depois de um ano inteiro sem ver essas pessoas que são tão importantes para mim.

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Porque nada substitui a família

Porque nada substitui a família

Agora, estou de férias e tentando me adaptar ao fuso horário (o jet lag é muito pesado, aliás, estou escrevendo esse post de madrugada já que eu não consigo dormir). Estou matando a saudades dos amigos, da família, do meu cachorro, da comida, da música etc etc. Afinal de contas, não importa onde estivermos no mundo ou quanto tempo passarmos viajando, sempre seremos brasileiros.

De agora em diante, não estarei mais vivendo com cangurus. Esse blog foi uma excelente ferramenta para tentar transmitir um pouco do meu intercâmbio para aqueles que estão longe e, particularmente, achei muito agradável poder escrever minhas impressões aqui e receber comentários e e-mails de pessoas de diversas partes do Brasil. A partir de agora, não pretendo mais responder e-mails como venho fazendo há alguns meses mas acredito que as outras pessoas que estão em intercâmbio terão informações mais atualizadas que as minhas.

Declaro, então, encerradas as atividades do Vivendo com Cangurus. Muito obrigado por terem me acompanhado nessa jornada.

Último mês

Pouco a pouco, a ficha vai caindo que logo estarei retornando ao Brasil (no dia 6 de julho) e dizendo tchau à Austrália. Hoje, oficialmente, falta menos de um mês para que eu volte. É uma mistura de sentimentos muito intensa: voltar para casa é sempre um alívio mas despedir-se dos amigos para “sempre” é muito complicado.

As aulas na ANU já terminaram e estamos naquele período de um mês exclusivo para as provas. Mais uma vez reforço como esse período é benéfico, já que podemos estudar e nos preparar livremente para as provas sem que outras aulas ou trabalhos atrapalhem Além disso, é comum que haja um espaçamento considerável entre cada um dos exames. Por exemplo, minhas provas são no dia 6, 7, 11 e 20 de junho.

Acredito que eu não possua muitas novidades para esse post. De fato, as últimas semanas se resumiram a entregar 4 trabalhos, entregar 2 relatórios e estudar para as provas, das quais duas já foram feitas.

Daqui para frente, terminarei minhas provas, me despedirei de todos na ANU e farei minha última viagem antes de retornar ao Brasil. Dessa vez, farei uma roadtrip na Nova Zelândia (incluindo visitar o cenário do Senhor dos Anéis, série literária e cinematográfica da qual sou fã) com alguns brasileiros e passarei os meus últimos dias na Austrália em Melbourne de novo.

Hobbiton (Condado) - Tirarei minhas próprias fotos lá

Hobbiton (Condado) – Tirarei minhas próprias fotos lá

Atualmente, estou com um dilema muito grande de como conseguirei fazer tudo caber nas malas, hahaha. Não fiz muitas compras na Austrália com exceção de eletrônicos. Entretanto, comprei alguns livros (tanto para os cursos quando para lazer) e, agora, percebo que eles ocupam bastante espaço e são consideravelmente pesados. Enviar pelos correios está fora de cogitação, já que 15 quilos sairia por AUD 180,00 por navio e sem código de rastreamento. Tentarei ao máximo forçar tudo em duas malas mas, caso necessário, terei que pagar (mais) excesso de bagagem.

Bom, é isso. Torçam por mim durante as provas :)

Escotismo na Austrália

A maior parte das pessoas sabe que eu sou escoteiro. Foi em 2004 que decidi entrar nesse movimento de jovens para jovens que me proporcionou as melhores amizades e experiências da minha vida. Logicamente, quando me vi à beira de mudar para um outro país por 1 ano, fiz questão de procurar um grupo escoteiro do qual pudesse fazer parte durante essa estadia temporária. Resolvi escrever esse post para mostrar as semelhanças e diferenças entre o escotismo aqui praticado e o escotismo brasileiro, o que é extremamente relevante para o momento atual, no qual discute-se sobre a mudança do traje.

Quando consegui internet no meu próprio quarto, procurei na seção regional da Scouts Australia qual era o grupo mais próximo da universidade que possuísse um Clã Pioneiro (chamado de Rover Crew) e, assim, conheci o Lake Burley Griffin Sea Scouts. O nome é em homenagem ao lago artificial de Canberra, razão também pela qual formam um grupo escoteiro do mar.

Flor-de-lis da Scouts Australia

Flor-de-lis da Scouts Australia

Símbolo do clã pioneiro do LBG

Símbolo do clã pioneiro do LBG

Antes mesmo de conhecê-los pessoalmente, duas coisas me chamaram a atenção: as atividades são nas quarta-feiras, por volta das 19h, e as atividades dos diferentes ramos são realizadas em dias distintos. Dessa forma, os pioneiros se reúnem na quarta, os sêniores na quinta, etc. Isso foi relativamente chocante para mim, pois achava que atividades aos sábados com o grupo inteiro reunido era o padrão em qualquer parte do mundo.

Eis que chegou o dia da minha primeira atividade com os pioneiros. Por sorte, não estava sozinho nessa aventura… outro intercambista brasileiro, Fábio Didoné, também é escoteiro e foi comigo. Logicamente, vestimo-nos com o traje completo e esperamos a nossa carona chegar: o tesoureiro do clã, James Tyrrell. Mais uma descoberta: o ramo pioneiro na Austrália vai dos 18 aos 26 anos.

Tive outra surpresa nesse momento, éramos os únicos uniformizados no clã. Tudo bem que a atividade foi apenas para montar o calendário do semestre, mas esse era outro tabu que eu acreditava ser estritamente necessário para a execução de atividades escoteiras. Em outras palavras, os escoteiros da Austrália raramente utilizam uniforme completo nas suas atividades, exceto em cerimônias especiais, tais como investiduras, promessas ou pontes pioneiras. E não para por aí. O uniforme possui traços e cores bem modernos (com cada ramo possuindo uma cor diferente) e não há a obrigatoriedade de colocá-lo para dentro da calça.

Uniforme escoteiro da Austrália

Uniforme escoteiro da Austrália

Mais além, difícil são as ocasiões em que há a cerimônia de hasteamento da bandeira. Em geral, isso só ocorre em atividades regionais ou acampamentos. Aliás, o único hasteamento que presenciei foi durante a investidura de uma nova pioneira, o que ocorreu dentro da sede coberta por causa do frio no inverno (contradizendo o costume de que não se hasteia bandeiras em ambientes fechados).

Desde o Jamboree Mundial, descobri que grito de patrulha e palma escoteira eram características do escotismo brasileiro somente. Aqui, como o esperado, isso não existe aqui também.

Percebi também que a frequência de acampamentos de grupo, regionais e nacionais é muito alta. Em geral, a cada três semanas há um pernoite, acampamento ou jornada acontecendo, dos quais muitos são atividades conjuntas entre os ramos do LBG ou com clãs de outros grupos da região.

Outro tipo de atividade comum é fundraising (arrecadação de doações), a fim de ganhar recursos para o clã e o Grupo realizarem suas atividades e comprar equipamentos.

O sistema de distintivos é mais parecido com o canadense do que do brasileiro. Não sei precisar exatamente como funciona mas apenas que a Queen’s Scout Badge é o nível máximo dos distintivos, equivalente à Lis-de-Ouro e ao Escoteiro da Pátria. A insígnia existe nos países da Commonwealth, ou seja, àqueles que se encontram sob a jurisdição da coroa britânica. Aliás, a promessa escoteira australiana possui o verso “cumprir os meus deveres para com Deus e à Rainha da Austrália” mas que pode ser substituída por “Deus e à Austrália”. Os pioneiros também possuem a Insígnia de B-P tal como no Brasil.

Queen’s Scout Badge

Não raramente ocorrem atividades que sejam alheias às atividades “tradicionais” escoteiras. Por exemplo, há cerca de três semanas fomos para uma pista de kart. Claro que isso se intercala com velejar e acampar, mas não é raro acontecer.

Corrida de karts do LBG (terminei em segundo lugar dentre nove!)

Corrida de karts do LBG (terminei em segundo lugar de nove!)

Caso você nunca tenha entrado em contato com o escotismo de outros países, todas essas informações podem ser chocantes à primeira vista. Afinal, o que é o escotismo sem “garbo”, disciplina e tradições? Há tempos venho meditando sobre essa pergunta e, pouco a pouco, vou formando uma resposta. Expresso aqui, então, as minhas opiniões próprias.

O objetivo primeiro do escotismo é formar cidadãos de bem, independentemente de cor, raça, religião, uniforme e tradições. Não interessa se você sabe mil nós diferentes ou acender uma fogueira em três segundos, mas sim se você se importa com o próximo e tenta mudar o mundo para melhor. Não importa se você coloca a camisa para dentro da calça e usa uma bota sempre lustrada, mas sim se você doa roupa e comida para aqueles que mais precisam e se auxilia o meio ambiente. Não importa quantos distintivos você possui, mas sim quantas boas ações você pratica. Isso é expresso por duas partes do escotismo que, apesar de não serem idênticas no mundo inteiro, são bem próximas: a promessa e as leis escoteiras. É nelas que demos nos basear para sermos escoteiros.

Escoteiros auxiliando em plantio de árvores

Escoteiros auxiliando em plantio de árvores

O objetivo segundo do escotismo é formar amizades, as mais duradouras que existem, daquelas que você sempre pode contar quando precisar. Lembro-me do meu primeiro ano como escoteiro, no qual uma amiga minha me falou: “todos os meus grandes amigos são escoteiros”. Hoje, 9 anos depois, posso afirmar o mesmo. No escotismo, no qual somos todos irmãos independentemente de onde moramos. Como um grande amigo meu sempre diz, nós, fogueiras e acampamentos são apenas ferramentas para alcançarmos esse objetivo.

Afinal, tem amizade maior do que essa?

Afinal, existe amizade maior do que essa?

É nesse ponto que convergem os escotismos brasileiro, australiano, inglês, entre outros. Convergem também os escotismos da década de 20, 30, 40, 80, 90 e 2000. O escotismo não mudou e continua alcançando os seus objetivos principais.

Por isso, peço que reflitam antes de se opor ferrenhamente a mudanças que buscam modernizar e popularizar o Movimento Escoteiro, afinal, nada resiste ao tempo caso não se adapte às circunstâncias.

Era isso que eu tinha para dizer. Se você leu até aqui, muito obrigado e nos vemos no próximo :)

Galeria: Natureza na ANU

Uma das coisas que me atrai, em qualquer parte do mundo que eu for, é a natureza, tanto a fauna quanto a flora. Claro que, ao viver em um lugar por quase 1 ano, é possível notar alguns desses aspectos e, ainda por cima, tirar algumas fotos.

Aqui vão alguns pássaros (sim, sou apaixonado por pássaros) e árvores que fotografei na ANU.

Em Canberra, diferentemente de Brasília, as quatro estações são bem definidas de acordo com suas características clássicas: primavera de flores, verão de calor, outono de folhas caindo e inverno de árvores desnudas. Ao longo do tempo, tirei algumas fotos da árvore em frente a minha janela e, por meio delas, é possível notar perfeitamente os efeitos das estações.

Do verão ao inverno, passando pelo outono

Do verão ao inverno, passando pelo outono

Gostaria de chamar a atenção para as últimas duas fotos, que foram tiradas em um intervalo de apenas 3 dias. Sim, TRÊS dias.

Espero que tenham gostado das fotos :)

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Post aleatório – matérias e voleibol

Já faz um tempo desde a última vez que eu postei e diversas coisas aconteceram nesse tempo. A maior desculpa que tenho para esse atraso são as matérias que estou fazendo nesse semestre, as quais requerem uma boa dedicação semanal.

Percebi há pouco tempo que não havia ainda escrito sobre as disciplinas que estou cursando. Assim como no semestre passado, estou fazendo quatro cursos (carga horária máxima da ANU):

  1. Digital Communications (Comunicações Digitais)
  2. Computer Vision (Visão Computacional)
  3. Artificial Intelligence (Inteligência Artificial)
  4. Statistical Machine Learning (Aprendizado Estatístico de Máquinas)

Como dá para perceber, durante esse semestre, decidi me focar na área de inteligência artificial (AI e SML) e de processamento de sinais (DC e CV). Essa última área, de certa forma, é uma continuação da disciplina Processamento de Sinais que estudei semestre passado.

Há dois aspectos nessas matérias que são muito interessantes. Primeiro, todos os cursos estão relacionados em determinadas áreas, assim, estou utilizando métodos de Machine Learning para transmitir dados em Digital Communications, por exemplo. Segundo, todos esses cursos eu já tive vontade de cursar no Brasil mas não pude por diversos motivos, tais quais grade horária sobrecarregada, pré-requisitos que não havia cursado ou até inexistência da matéria a nível de graduação.

Em geral, essas matérias são compostas de 3h a 4h/aula semanais, além de laboratórios semanais ou quinzenais e trabalhos mensais. Portanto, é necessário um esforço recorrente para que a situação não saia do controle.

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Mudando de assunto completamente, as competições desportivas Interhall começaram há algumas semanas. Nesse meio tempo, muitos esportes já terminaram suas temporadas e vários outros estão começando.

Por causa de uma conspiração do universo, decidiram, nesse exato ano, mudar a temporada de vôlei para o primeiro bimestre do ano, ao invés do último bimestre como em 2012. Resultado: tive a oportunidade de jogar vôlei mais uma vez pelo Bruce Hall.

O inesperado ocorreu quando me convidaram para ser o treinador dos times masculino e feminino durante o bimestre. Apesar de ter atuado como auxiliar semestre passado, treinar um time por conta própria é uma responsabilidade a qual não estava esperando.

De qualquer forma, decidi confiar na minha genética brasileira e aceitei a proposta. Durante três semanas, preparei os times para disputar o torneio realizado durante três dias de março. Duas vezes por semana, tivemos treinos nos quais pude passar um pouco da minha experiência de jogador de voleibol no ensino médio para os moradores do Bruce Hall. Tentei, além disso, ensinar o básico de vôlei para aqueles que nunca sequer tiveram contato com o esporte.

Apesar de termos tido problemas com o time masculino, que por diversas razões estava com falta de jogadores (o que significa que precisamos jogar com pessoas que não haviam treinado), o torneio foi super divertido. Em alguns jogos, resolvi até sacar estilo “viagem ao fundo do mar”, também conhecido por aqui como Brazilian serve (saque brasileiro) ou jump serve (saque saltando).

Fingindo que sabe de alguma coisa

Fingindo que sabe de alguma coisa

O inesperado ocorreu com o time feminino. Nesse semestre, diferentemente do anterior, havia algumas garotas que jogaram voleibol no colégio (o que facilitou o meu trabalho). Além disso, as jogadoras costumavam frequentar mais os treinos. Resultado: pela primeira vez em 3 anos (segundo minhas fontes), o Bruce Hall foi classificado para a final de um esporte coletivo, desbancando vários times favoritos.

Apesar de não estar jogando, como técnico, estava suando frio em cada jogo. Tentava ao máximo utilizar os pedidos de tempo nos momentos oportunos e aconselhar as jogadoras durante as partidas. Não conseguimos levar o ouro porque 3 das nossas atletas se contundiram ao longo do campeonato. De qualquer forma, a experiência foi demais e todos ficamos muito felizes com o resultado, além de ressaltar aquele orgulho de ser do Bruce Hall!

A alegria de vencer uma semifinal

A alegria de vencer uma semifinal

Após a final, terminando o torneio em segundo lugar

Após a final, terminando o torneio em segundo lugar

Minhas atletas de prata (com alguns desfalques)

Minhas atletas de prata (com alguns desfalques), treinador assistente e mascote do Bruce me encoxando

Isso encerra o meu post aleatório. Procurarei, nas próximas semanas, escrever mais frequentemente e não deixar acumular o conteúdo para o blog.

Abraço a todos!